terça-feira, 4 de novembro de 2014

Europa perdeu 421 milhões de pássaros em 30 anos




A Europa perdeu 421 milhões de pássaros em 30 anos e a actual gestão ambiental não consegue evitar o abate de muitas espécies até recentemente comuns, revela um estudo divulgado esta segunda-feira pela revista científica Ecology Letters.


Este alarmante desaparecimento de aves europeias está ligado a métodos modernos de agricultura e à perda dos seus habitats.

«É um aviso que se aplica a toda fauna da Europa. A forma como administramos o ambiente não é sustentável para as nossas espécies mais comuns», declara Richard Gregory, da Sociedade Real para a Protecção das Aves, que co-liderou o estudo.

Uma queda de até 90% foi registada entre espécies comuns, como a perdiz cinzenta, o pardal e o estorninho.

Paralelamente, houve um aumento do número de exemplares de algumas espécies raras de aves, graças às medidas de conservação, de acordo com o estudo.

Os cientistas recomendam a rápida implementação de novos sistemas agrícolas e a instalação de áreas verdes em ambientes urbanos.

Os investigadores analisaram dados de 144 espécies de aves em 25 países europeus, recolhidos principalmente por observadores voluntários.

Fonte

http://diariodigital.sapo.pt/

Conferência Global Sobre Carne Sustentável começa na próxima semana


O evento, organizado pela Mesa Redonda Global para a Carne Bovina Sustentável (The Global Roundtable for Sustainable Beef – GRSB), irá divulgar a definição global de carne sustentável. GTPS fará visitas de campo nas regiões produtoras de carne

A Conferência Global Sobre Carne Sustentável irá reunir uma grande variedade de especialistas em sustentabilidade entre os dias 2 e 5 de novembro, no WTC Center, em São Paulo. Os palestrantes apresentarão suas perspectivas sobre como a cadeia de valor global de carne bovina pode alcançar resultados sustentáveis. Ricardo Sánchez, diretor de segurança alimentar sustentável da The Nature Conservancy, será o responsável pela palestra de abertura do evento, no dia 3. “A experiência de Sánchez, tanto no setor público quanto na sociedade civil, proporcionará uma grande visão sobre os desafios de se equilibrar os pilares social, econômico e ambiental em prol de uma carne bovina sustentável”, declarou Cameron Bruett, presidente da GRSB e chefe de assuntos corporativos da JBS EUA, subsidiária norte-americana da JBS SA, a maior empresa de processamento de carne do mundo.

Sánchez tem mais de 15 anos de experiência em questões de desenvolvimento agrícola, agricultura sustentável e políticas públicas. Trabalhou também como vice-ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural da Colômbia. Ao seu lado, na palestra de abertura, estará Karin Kreider, diretora executiva da ISEAL Alliance, centro mundial de sistemas de normas sociais e ambientais. Os membros da ISEAL são líderes no campo, comprometidos com a criação de sistemas sólidos e padrões creditáveis.

“Embora a GRSB não tenha intenção de desenvolver padrões, muitos de seus membros estão interessados no processo de construção de consenso entre as partes interessadas”, disse Ruaraidh (Rory) Petre, diretor executivo da GRSB. “Precisamos de um consenso sobre os processos e os meios pelos quais os indicadores de sustentabilidade são avaliados. Sem evidências claras de benefícios, independente do contexto, adaptações sustentáveis continuarão questionáveis”.

O tema da conferência, “Carne Sustentável: construindo a visão para nosso futuro”, estabelece o quadro para a implantação de princípios e critérios da GRSB que definem a carne sustentável e identificam os meios para medir o progresso global na cadeia da carne bovina sustentável, em níveis nacionais ou regionais. Com porta-vozes de todo o mundo, a conferência também irá proporcionar um fórum para que as iniciativas regionais de sustentabilidade possam mostrar seus avanços e resultados.

Outra perspectiva será apresentada por Francesca DeBiase, vice-presidente de estratégia de fornecimento e sustentabilidade da cadeia de suprimentos do McDonald’s, que apresentará as razões pela qual a sustentabilidade é tão importante para seus negócios. DeBiase trabalha na empresa há 23 anos e lidera uma equipe de suprimentos e sustentabilidade.

O Grupo de Trabalho da Pecuária Sustentável (GTPS), mesa redonda brasileira de pecuária sustentável, organizará duas visitas de campo em áreas estratégicas de produção de carne bovina no Brasil. A primeira visita acontece hoje, em Mato Grosso do Sul, e a segunda, após a conferência, em Alta Floresta, Mato Grosso. Participarão das visitas de campo profissionais de diferentes empresas, instituições de pesquisas, entre outras organizações ligadas a cadeia da pecuária bovina.

Durante essas visitas os participantes terão a oportunidade de visualizar na prática a união entre produção pecuária e desenvolvimento sustentável. Para mais informações sobre a conferência, assim como inscrição online, visite www.GRSBeef.org.

Sobre a GRSB

A Mesa Redonda Global para a Carne Bovina Sustentável (The Global Roundtable for Sustainable Beef) é uma iniciativa global multi-stakeholder, desenvolvida para promover a melhoria contínua na sustentabilidade da cadeia de valor global da carne bovina por meio da liderança, ciência e pelo envolvimento e colaboração de múltiplas partes interessadas. A GRSB prevê um mundo em que todos os aspectos da cadeia de valor da carne sejam ambientalmente corretos, socialmente responsáveis e economicamente viáveis.

Sobre o GTPS

O Grupo de Trabalho da Pecuária Sustentável (GTPS) foi criado no final de 2007 e formalmente constituído em junho de 2009. É formado por representantes de diferentes segmentos que integram a cadeia de valor da pecuária bovina no Brasil, entre eles indústrias, organizações do setor, produtores e associações, varejistas, fornecedores de insumos, bancos, organizações da sociedade civil, centros de pesquisa e universidades. O objetivo do GT é debater e formular, de maneira transparente, princípios, práticas e padrões comuns a serem adotados pelo setor, que contribuam para o desenvolvimento de uma pecuária sustentável, socialmente justa, ambientalmente correta e economicamente viável. Mais informações sobre o GTPS estão disponíveis no site www.pecuariasustentavel.org.br. Acompanhe também pelo twitter, em @gtps_brasil, e pelo Facebook, em www.facebook.com/gtpsbrasil.

Fonte

http://www.segs.com.br/

Fernando de Noronha recolhe 240 toneladas de lixo por mês

São 8 toneladas recolhidas diariamente. Boa parte do material chega às praias pelas correntes marítimas

Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha é um dos destinos turísticos mais cobiçados do País

O Parque Nacional Marinho Fernando de Noronha (PE) recolhe cerca de 240 toneladas de lixo todos os meses, uma média de 8 toneladas por dia. Boa parte do material é lixo marinho, gerado por embarcações - muitas vezes estrangeiras - chega pelas correntes marítimas e é coletado nas praias da Unidade de Conservação (UC).

"Todo o lixo é triado na usina de compostagem, que separa o lixo orgânico do reciclável, já que não temos aterro sanitário. O que é orgânico nós aproveitamos como adubo e o que não é enviamos ao continente para ser tratado", explicou o chefe do Parque Nacional Marinho Fernando de Noronha, Ricardo Araújo.

Nos últimos anos, a quantidade de lixo produzido na UC aumentou devido ao crescimento de turistas no arquipélago. "A nossa média histórica é de 61 mil visitantes, mas em apenas 12 meses recebemos 70 mil turistas", salientou Araújo.

Para combater o problema, o Parque faz campanhas educativas e ambientais, envolvendo moradores, crianças, turistas e servidores, incentivando a redução do consumo de descartáveis. Além disso, são feitas limpezas periódicas nas praias, incluindo alguns mutirões, para conscientização do público.

"Nós adotamos um sistema de recarga de garrafinhas pet. Agora, é proibido vender esse tipo de material dentro da nossa UC. O turista compra um ticket e tem direito a recarga de água, por meio de uma máquina parecida com a chopeira. Isso diminuiu em 60% a quantidade de lixo de garrafa pet produzido dentro do Parque, número bastante expressivo", finalizou o chefe da UC.

Sobre a Unidade de Conservação

O Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha, desde 2001, reconhecido e tombado pela Unesco como patrimônio mundial da humanidade, é hoje um dos destinos turísticos mais cobiçados do País.

A UC abriga diversas praias com águas verde-esmeralda, dentre elas, duas foram eleitas como as mais bonitas do Brasil: a Praia do Sancho e a Praia do Leão.

O local também abriga um ecossistema delicado e espécies que estão ameaçadas de extinção em outras regiões do País e do mundo, sendo assim este arquipélago pode ser caracterizado como um santuário para muitas espécies.

Visitação

Para chegar na ilha há vôos diários de Recife, capital de Pernambuco, e Natal, capital do Rio Grande do Norte. O voo dura em média uma hora.

Quanto a hospedagem, atualmente há em Fernando de Noronha uma vasta lista de pousadas de diferentes categorias, e fica a critério do visitante escolher pelo nível de conforto oferecido e tarifas praticadas.

Já referente a entrada no parque, se é cobrado um valor de R$ 75 para brasileiros e R$ 150 para estrangeiros. Este ingresso, válido por 10 dias, dá ao visitante o direito de acessar todas as áreas destinadas ao uso público porém serviços terceirizados especializados devem ser contratados a parte.

A arrecadação deste ingresso tem cerca de 70% do seu valor revertido à ações de melhorias diretas ao Parque Nacional através de projetos de reforma e manutenção de trilhas, folheteria, sinalização interpretativa, implementação e manutenção do Centro de Visitantes e etc.

É importante lembrar, que ao entrar na ilha, o visitante é solicitado a pagar uma taxa de permanência chamada Taxa de Preservação Ambiental (TPA). O valor é cobrado e arrecadado pelo governo estadual de Pernambuco, que administra o Distrito de Fernando de Noronha. A taxa varia de acordo com os dias de permanência e custa algo em torno de R$ 38.

Fonte:

ICMBio 

Comissão da Câmara rejeita reflorestamento de APP com árvores frutíferas

A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados rejeitou, no dia 29 de outubro de 2014, proposta que altera o Código Florestal - Lei 12.651/12 - para permitir o uso de árvores frutíferas na recomposição de áreas de preservação permanente (APPs) - espaços de vegetação nas margens de rios, encostas, topos de morro etc, consideras sensíveis do ponto de vista ambiental.



Atualmente, conforme o Código Florestal, a recomposição de APPs deve ser feita com o plantio de espécies nativas; a combinação entre a regeneração e o plantio de mata nativa; ou o plantio intercalado de espécies nativas com outras lenhosas, perenes ou de ciclo longo.

O relator na comissão de Meio Ambiente, deputado Sarney Filho (PV-MA), defendeu a rejeição da proposta, prevista no Projeto de Lei (PL) 6330/13, do deputado Afonso Hamm (PP-RS). "O que a lei hoje exige está muito aquém do que recomendariam os técnicos e pesquisadores mais otimistas", disse o relator.

Ele lembrou que o novo código, aprovado em 2012, introduziu a figura da área rural consolidada, que são áreas de APPs desmatadas e ocupadas por atividades agropecuárias que não precisam ser recuperadas. "Havia dois caminhos possíveis: estabelecer metas e meios para promover a recomposição dessas áreas com apoio do setor produtivo ou mudar a lei isentando os produtores rurais dessa obrigação. Lamentavelmente, optamos pelo segundo caminho", ressaltou o relator, ao argumentar pela rejeição do texto.

Atividades agropecuárias

Sarney Filho acrescentou que a exigência de recomposição de APP nas áreas desmatadas e ocupadas com atividades agropecuárias foi dramaticamente reduzida pelo Código Florestal. "O que se está propondo, por meio do projeto de lei, é uma redução ainda maior do papel das APPs nas propriedades com área rural consolidada."

O relator ainda destacou o papel das APPs para a conservação do solo, da água, da flora e da fauna, itens essenciais para garantir a sustentabilidade, inclusive, da própria atividade agropecuária.

Tramitação

Como recebeu pareceres divergentes nas comissões de mérito (a favor e contra), o projeto perdeu o caráter conclusivo e, após passar pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, será analisado pelo Plenário da Câmara dos Deputados.

O PL 6330/13, rejeitado agora pela Comissão de Meio Ambiente, havia disso aprovado em abril deste ano pela Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural.

Leia a íntegra da proposta: PL-6330/2013.

FONTE

Agência Câmara
Reportagem -- Murilo Souza
Edição -- Regina Céli Assumpção

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

América Latina busca cidades sustentáveis

Entidade ONU-Habitat propõe um modelo de crescimento controlado no subcontinente, de forma a estimular a vida comunitária e o desenvolvimento econômico urbano

Vista aérea de favela no bairro do Morumbi, em São Paulo. / AP


Caos viário na Cidade do México. Ruas virtualmente sem calçadas na Cidade da Guatemala. Transporte público deficiente em Caracas. Moradias precárias no Rio de Janeiro. Bairros distantes e inseguros em Tegucigalpa. A lista de problemas de uma típica cidade latino-americana poderia prosseguir quase infinitamente. Para o colombiano Elkin Velásquez, diretor da entidade ONU-Habitat para a América Latina, tudo isso responde a um crescimento desordenado e pouco planejado das metrópoles, que se estendem horizontalmente por quilômetros e quilômetros. Pela primeira vez desde sua fundação, em 1978, a organização celebrou o Dia das Cidades, no sábado, com um ato em Xangai no qual se discutiu a necessidade do desenvolvimento urbano sustentável.

“A Europa se construiu durante séculos e, portanto, suas cidades foram se adaptando às necessidades de seus habitantes”, destaca Velásquez. Na América Latina, por outro lado, elas se consolidaram nos últimos 50 anos com escasso planejamento urbanístico. Isso levou ao surgimento de extensas periferias, segregadas e desconectadas entre si. No outro extremo está a África, onde apenas 30% das áreas nas cidades estão devidamente urbanizadas, segundo dados da ONU, e 61,7% da população subsaariana vive em bairros precários. As ruas ocupam apenas 2,2% do espaço metropolitano, enquanto em cidades bem planejadas tal cobertura chega a 35%.

Um de cada quatro latino-americanos vive em assentamentos não planejados.


Na América Latina, uma em cada quatro moradores de zonas urbanas vive em assentamentos não planejados, o que significa que estão distantes de quase tudo. Quem vive em áreas afastadas do centro precisa realizar longos deslocamentos para chegar a escolas, empregos e hospitais. E essas pessoas precisam, além do mais, usar um transporte público – geralmente em más condições – ou perder uma média de três horas por dia dentro de um carro. A África enfrenta um problema similar: metade das pessoas mora em assentamentos irregulares. Entretanto, países como Egito, Líbia e Tunísia puseram mãos à obra e implementaram projetos para reduzir a área dos subúrbios.

Elkin Velásquez, diretor da entidade ONU-Habitat para a América Latina e o Caribe, durante visita a Madri. / BERNARDO PÉREZ


“A Cidade do México é o exemplo de uma metrópole extensa, segregada e com um transporte coletivo ineficiente”, afirma o especialista. A capital mexicana, com mais de 20 milhões de habitantes (São Paulo tem 11,9 milhões), revela muitos dos desafios da América Latina. O primeiro, de tornar a cidade mais compacta. Os latino-americanos costumam sonhar com uma moradia unifamiliar, diz Velásquez, acrescentando: “Não há solo nem recursos energéticos suficientes. As construções verticais começam a ser uma necessidade”. O segundo desafio é recuperar os espaços públicos. O que significa isso? Que essas áreas tenham comércios, parques, transporte, escolas, escritórios públicos e privados, indústria e uma mistura de classes sociais. O atual modelo de “planejamento”, entretanto, vai em direção contrária.

Mas há lugares onde as coisas já estão mudando. Velásquez menciona alguns: “Santiago [Chile] tem um plano para recuperar os bairros centrais e lhes devolver a vida. Em Medellín [Colômbia], o bairro Juan Bobo, que era considerado um dos mais inseguros até 2004, melhorou graças à criação de espaços públicos e moradias dignas”. Esses projetos acabam se transformando em exemplos para outras cidades. Port Moresby (Papua-Nova Guiné), por exemplo, se inspirou nas iniciativas de Durban (África do Sul) para o combate à criminalidade, e a gestão hídrica urbana em Katmandu (Nepal) é exportável para a América Latina.

Outros projetos influentes foram realizados em São Paulo, Porto Alegre e Curitiba. Velásquez lamenta que a reordenação das cidades não seja uma prioridade para os Governos. Mas admite que algo está mudando: “Há 10 anos nem sequer se discutia sobre o desenvolvimento sustentável, e agora algumas cidades já o contemplam. É um avanço, embora continue sendo um desafio para as grandes cidades”.

Fonte

http://brasil.elpais.com/

Leite artificial de vaca deve chegar ao mercado em breve



A fábrica de laticínios sintéticos Muufri anunciou que espera vender seu leite artificial no mercado americano até o meio do próximo ano.

Fundada por dois bioengenheiros da Califórnia, Perumal Gandhi e Ryan Pandya, a empresa aperfeiçoou um produto feito a partir de uma variedade especial de levedura, geneticamente manipulada para produzir proteínas do leite.

Esse sistema é projetado para produzir um alimento que mantenha o sabor e benefícios à saúde do leite real, o que o torna muito diferente de produtos alternativos, como os feitos de soja, arroz e amêndoa.

“Se queremos que o mundo mude sua dieta a partir de um produto que não é sustentável para um que seja, esse produto precisa ser idêntico ou melhor do que o original”, argumenta Gandhi. “O mundo não vai mudar sozinho de leite de vaca para um leite à base de plantas. Mas, se o nosso leite for idêntico ao de vaca e com o preço certo, isso pode acontecer”.

Amigo do meio ambiente

A ideia da Muufri é reduzir a necessidade de celeiros lácteos superlotados nos quais as vacas são alimentadas com um coquetel constante de hormônios de crescimento e antibióticos, bem como mutiladas, com caudas e chifres removidos.

Além disso, de acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura, a produção de leite é responsável por 3% das emissões de gases do efeito estufa anualmente no mundo todo.

O leite artificial mudaria tudo isso.



O processo

A síntese do leite de vaca é um processo relativamente simples. Ele tem menos de 20 componentes, e é composto por cerca de 87% de água.

Sendo assim, Muufri conterá seis proteínas para ajudar a formar a sua estrutura, e oito diferentes ácidos graxos para dar-lhe o seu sabor. Ele será feito utilizando o mesmo processo que as empresas farmacêuticas usam para produzir insulina.

DNA será extraído a partir de vacas leiteiras e determinadas sequências serão inseridas em células de levedura. A cultura de levedura em placas de petri de tamanho industrial produzirá, assim, leite suficiente para colheita.

Embora as proteínas do leite Muufri venham de levedura, as gorduras vêm de vegetais e são alteradas no nível molecular para espelhar a estrutura e sabor das gorduras do leite de vaca.

Minerais, como cálcio e potássio, e açúcares são adicionados à mistura separadamente.

Vantagens

Todos os valores nutricionais desse produto podem ser mexidos, de forma que o leite artificial poderia ser ainda melhor (no quesito saudável) do que o leite normal.

Enquanto inicialmente o Muufri será mais caro do que o leite regular, Gandhi e Pandya esperam torná-lo mais barato quando a produção for escalada. Outra vantagem é que, como não contém bactérias que o leite normal possui, seu prazo de validade é muito maior. 

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Oito países sul-americanos unem-se para proteger a Amazônia

Uma iniciativa incluindo oito países da América do Sul está tentando aumentar a proteção da Amazônia. O Brasil participa do projeto. O objetivo da iniciativa, que será coordenada pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), é aumentar a resistência do ecossistema da região para enfrentar a mudança climática.



A iniciativa busca ainda manter o fornecimento de bens e serviços por toda a área que beneficiam a biodiversidade, as comunidades e as economias locais.

O projeto chamado "Visão Amazônica" vai ser financiado pela União Europeia (UE) e contará com a participação além do Brasil, da Bolívia, Colômbia, Equador e Guiana. Como também do Peru, do Suriname e da Venezuela.

A UE vai liberar 5,2 milhões de euros, o equivalente a mais de R$ 16 milhões, que serão administrados pelo Fundo Mundial para a Natureza (WWF), pela União Internacional para a Conservação da Natureza (Uicn), e pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).

Num período de quatro anos, o projeto espera fortalecer a coordenação técnica entre os países da região amazônica, seus governos e organizações regionais.

A ideia é definir as prioridades de conservação, integrar as comunidades e autoridades locais e preparar uma estratégia de financiamento para o plano de ação.

FONTE